Luis Nassif - Lista de Registros do Feed
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| Data e Hora | Manchete |
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| 11/03/2010 18:46 |
Aniversário de Piazolla
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Por Geraldo Cursage
11 de março: 89 anos de ASTOR PIAZZOLLA (1921-1992) A canção Adiós Nonino, outra das mais conhecidas composições, foi feita em homenagem a seu pai, quando este estava no leito de morte, Vicente ?Nonino? Piazzolla em 1959. Após vinte anos, Astor Piazzola diria ?Talvez eu estivesse rodeado de anjos. Foi a mais bela melodia que escrevi e não sei se alguma vez farei melhor.? A canção Adiós Nonino, outra das mais conhecidas composições, foi feita em homenagem a seu pai, quando este estava no leito de morte, Vicente ?Nonino? Piazzolla em 1959. Após vinte anos, Astor Piazzola diria ?Talvez eu estivesse rodeado de anjos. Foi a mais bela melodia que escrevi e não sei se alguma vez farei melhor.? ![]() |
| 11/03/2010 17:00 |
O som de K-Ximbinho
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Por 300 DiscosSebastião de Barros foi um dos grandes nomes do sopro brasileiro. Exímio clarinetista, participou das principais orquestras de gafieira, como a Tabajara, onde ficou conhecido pelo seu apelido de K-Ximbinho. O blog VinylManiac publicou recentemente uma seleção de gravações raras, retiradas de discos de 78 RPM onde ele aparece como solista: Notem o violão da faixa “Sempre”. Sim, é ele mesmo, o inconfundível Garoto . As músicas são: 1 – Perplexo (K-Ximbinho) com K-Ximbinho e Seu Conjunto – Continental 16722, 1953 2 – Tudo Passa (K-Ximbinho) com K-Ximbinho e Seu Conjunto – Continental 16722, 1953 3 – Sonoroso (K-Ximbinho) com Orquestra Tabajara – Continental 15588, 1946 4 – Sonhando (K-Ximbinho) com Orquestra Tabajara – Continental 15700, 1946 5 – Sempre (K-Ximbinho) com Garoto e Conjunto – Odeon 13265, 1952 K-Ximbinho também era um excelente compositor e arranjador. O disco “Saudades de um Clarinete”, de 1981, foi gravado pouco antes de seu falecimento. Na homenagem ao K-Ximbinho reuniu-se uma seleção do instrumental brasileiro: Zé Bodega, Rafael Rabello, Jessé Sadoc, Heraldo Reis, Jorginho do Pandeiro, Quinteto Villa-Lobos, etc. Todas as músicas são de K-Ximbinho e ele não só interpreta, como fez todos os arranjos das músicas. É um dos melhores discos que ouvi nos últimos tempos e pode ser buscado lá no Loronix: http://loronix.blogspot.com/2006/09/k-ximbinho-saudades-de-um-clarinete.html |
| 11/03/2010 13:52 |
Novo terremoto no Chile
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Por Carlos Graça AranhaLN, deu no IG agora. Chile-Urgente: Novo terremoto de 7,2 graus. abs. Do Último SegundoTerremotos sacodem centro do Chile minutos antes de posse de PiñeraDois tremores fortes voltaram a sacudir a capital chilena Santiago nesta quinta-feira, minutos antes da posse do presidente eleito Sebastián Piñera, o que gerou confusão e um temor momentâneo entre os convidados da cerimônia. Segundo o Serviço Geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês), o primeiro tremor, que alcançou magnitude de 7,2, aconteceu às 11h39. O tremor seguinte, de força similar, aconteceu 17 minutos depois.
Os tremorers foram sentidos com força na capital Santiago e na região do porto de Valparaíso. Segundo o jornal local “La Tercera”, o tremor assustou convidados e políticos que estavam no Salão de Honra do Congresso Nacional, onde acontece a posse de Sebastián Piñera, e algumas pessoas se retiraram do local. A posse de Piñera, no entanto, aconteceu normalmente. Minutos após o terremoto, a Marinha do Chile emitiu um alerta de tsunami para a área costeira do país. O alerta do Serviço Hidrográfico e Oceanográfico (SHOA) da Marinha chilena recomenda à população das localidades litorâneas seguir para lugares altos entre as regiões de Valparaíso e Los Lagos, mil quilômetros ao sul de Santiago. A polícia informou que, até o momento, não há registros de vítimas nem de danos materiais significativos. O tremor desta quinta-feira é uma réplica do terremoto de 27 de fevereiro, que registrou 8,8 graus de magnitude e matou mais de 400 pessoas no país. |
| 11/03/2010 09:28 |
Painel internacional
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A expansão dos controles de capital Em artigo para a Forbes, a consultoria Oxford Analytica afirma que a implementação de controles de capitais de curto prazo, sobretudo os de risco, é uma tendência que chegou para ficar. A eficácia dos controles como medida de restrição é limitada, mas servem para segurar a valorização da moeda local e diminuir a volatilidade do mercado financeiro. Como forma de combater a evasão, as medidas de restrições são pouco eficientes. ?Os investidores tendem a encontrar formas de burlá-las?, segundo a Oxford Analytica. ?Dívida e fluxos de capital podem ser diminuídos por meio de investimentos estrangeiros diretos (IED), particularmente se um país beneficiário desfruta de estabilidade política e um ambiente empresarial favorável?, aponta a consultoria. Os pontos a favor dos controles de capital são a taxa de câmbio dos países em desenvolvimento, o excesso de liquidez em função dos programas de estímulo e risco de inflação. E mais: India planeja ser a economia que mais cresce no mundo Carlos Slim é o homem mais rico do mundo Obama quer incentivar exportações norte-americanas Vale pode abandonar negociações de preço do ferro na China India planeja ser a economia que mais cresce no mundo Quão rápido a Índia pode crescer? Pergunte a Manal Farooq, que não pode fabricar luvas com suficiente rapidez. “Estamos enfrentando um grande problema”, disse Farooq, um executivo sênior da Marvel Gloves Industries, que produz 3 milhões de pares de luvas por mês, as mais utilizadas na produção industrial da Índia. “Apesar da importação de luvas, não estamos sendo capazes de atender à demanda.” A corrida por luvas começou há cinco meses, disse Farooq, cujos clientes incluem a Ford e a Nissan. Ela foi encabeçada por uma recuperação recorde na produção, estimulada em parte pelos estímulos do governo, o que levou a Índia para fora da grande recessão mais rápido do que muitos imaginavam ser possível. O otimismo é tão abundante que o Ministério das Finanças da Índia, liderado por Pranab Mukherjee ? um homem que não é dado a exageros ? fez uma afirmação ousada: a Índia poderá ultrapassar em breve as taxas de crescimento da China. “É possível que a Índia mude seu crescimento para dois dígitos e até mesmo se torne a economia que mais cresce no mundo nos próximos quatro anos”, afirmou o ministério, como parte de um estudo econômico divulgado em fevereiro. Carlos Slim é o homem mais rico do mundo O mexicano Carlos Slim bateu Bill Gates e Warren Buffett na primeira posição da lista anual de bilionários da revista Forbes, tornando-se a primeira pessoa de fora dos EUA a liderar o ranking em 16 anos. O patrimônio de Slim, 70, que construiu um império de telecomunicações após a compra do monopólio estatal de telefonia do México duas décadas atrás subiu US$ 18,5 bilhões, para US$ 53,5 bilhões. Gates, 54, presidente da Microsoft, caiu para segundo, com seu patrimônio líquido aumentando US$ 13 bilhões, para US$ 53 bilhões. Buffett, 79, presidente da Berkshire Hathaway, ficou em terceiro, com US$ 47 bilhões, um aumento de US$ 10 bilhões. Slim é a primeira pessoa depois de Gates, a pessoa mais rica do ano passado, ou Buffett, no topo da lista desde 1994, que foi também a última vez que um bilionário de fora dos EUA liderou o ranking: o magnata imobiliário japonês Yoshiaki Tsutsumi. “Estávamos observando Slim há algum tempo e nos perguntando quando as estrelas se alinhariam e ele assumiria (a liderança)“, disse a editora sênior da Forbes Luisa Kroll, em entrevista ontem. Obama quer incentivar exportações norte-americanas O presidente dos EUA, Barack Obama, está promovendo uma nova iniciativa para impulsionar as exportações do país pela aplicação de acordos comerciais e promovendo produtos de fabricação norte-americana no exterior. Um funcionário do governo diz que Obama vai emitir uma ordem executiva na quinta-feira para a criação de um Gabinete de Promoção de Exportações de agências federais cujo trabalho afeta as exportações. O presidente está instruindo o governo a utilizar todos os recursos para apoiar a sua Iniciativa Nacional de Exportação. O funcionário discutiu o plano antes do anúncio, em condição de anonimato. Dois líderes empresariais de destaque serão nomeados para liderar o Conselho de Exportação do Presidente, um comitê consultivo sobre o comércio internacional. Eles são o presidente do conselho e diretor executivo da Boeing, Jim McNerney, e a presidente executiva da Xerox, Ursula Burns. Vale pode abandonar negociações de preço do ferro na China A negociação de preços do minério de ferro está em um momento difícil, ao mesmo tempo em que o preço à vista continua subindo. “A Vale do Brasil encerrou a negociação porque não podem aceitar os baixos preços propostos pelas siderúrgicas chinesas,” teria dito uma produtora de aço da China, na província de Hebei, ao National Business Daily. A Vale não quis comentar os “rumores” sobre a negociação do minério de ferro. “As mineradoras do Brasil estão querendo substituir os preços dos contratos de longo prazo por contratos à vista, que são 80% mais elevados do que os de longo prazo do ano passado. Mas as siderúrgicas chinesas não podem mesmo aceitar aumento de preços de 40% a 50%“, disse Yin Jimei, analista-chefe da ttssteel.com. Os preços dos contratos de longo prazo são normalmente 10% a 20% inferiores aos preços “spot”, disse Sun Ming, analista do Pequim Lange Steel Information Research Center. “Se os preços do ferro subirem muito, não só os produtores de aço da China, mas todos os outros setores relevantes sentirão os impactos“. A divergência entre as usinas de aço da China e a Vale sobre a alta dos preços pode ser uma razão importante para a possível saída da Vale. |
| 11/03/2010 09:27 |
A retaliação comercial brasileira
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Do Último SegundoColuna Econômica 11/03/2010Está um pouco confusa essa história da retaliação brasileira aos produtos americanos, em decorrência na vitória obtida na OMC (Organização Mundial do Comércio) contra o subsídio ao algodão norte-americano. A retaliação consiste no direito do país vencedor em escolher quais produtos poderão ser retaliados (isto é, ter as alíquotas de importação aumentadas) do país condenado. Pode parecer estranho à primeira vista. Os subsídios americanos foram para o algodão. As retaliações brasileiras foram sobre outros produtos. Qual a lógica de se retaliar setores que nada tinham a ver com a pendência original. ***
Essa possibilidade surgiu no final da Rodada Uruguai, que definiu as novas regras da OMC ? organismo que regula o comércio mundial. Os países desenvolvidos propuseram o mecanismo, como forma de pressionar os emergentes. A reação inicial dos emergentes foi contrária à proposta. Coube ao representante brasileiro na rodada ? o então embaixador Celso Amorim ? convencê-los a aceitar a regra, desde que os desenvolvidos concordassem em se submeter a elas. Com isso, os emergentes ganharam uma arma extraordinária. Tome-se o caso do algodão. A condenação da OMC permitiu ao Brasil retaliar produtos americanos até o montante de pouco mais de US$ 500 milhões ? uma gota perto do montante das exportações americanas. Ao poder selecionar setores, o quadro muda de figura. Em vez de se basear apenas na importância econômicas das exportações do setor, o Itamarati escolherá aqueles setores com maior influência política nos EUA. Ao aumentar as alíquotas sobre seus produtos, deflagra um alarido dos setores contra o governo americano. *** Não é por outro motivo que, assim que soube da decisão brasileira de retaliar, o governo norte-americano enviou imediatamente um negociador ao Brasil. Aí tem início um jogo interessante de blefes e tentativas de influenciar a opinião pública e governos. Para todo mundo que acompanha os meandros dessas negociações, está claro que não se partirá para as vias de fato. Joga-se de um lado e do outro, blefa-se daqui e dali para se chegar ao melhor acordo possível. Nesse jogo, os meios de comunicações tem um papel relevante, seja para fortalecer ou para torpedear as posições nacionais. *** Do lado norte-americano, a jogada veio através do Financial Times, com uma matéria alertando que a retaliação poderia produzir uma guerra comercial. Do lado brasileiro, alguns jornais resolveram atirar contra o próprio país. Foi o caso de O Globo e do Jornal Nacional que, em vez de divulgar a lógica da retaliação, preferiram matérias mostrando que o aumento das alíquotas de importação prejudicariam o consumidor brasileiro ? mesmo sabendo-se que existem produtos de outras origens para substituir o norte-americano. *** No final do jogo, provavelmente se chegará a um acordo pelo qual o governo norte-americano aportará recursos para um fundo destinado ao setor algodoeiro nacional ? que abriu a representação contra o dumping. Mas o episódio demonstra como é difícil para alguns veículos defender o interesse nacional. Brasil não quer disputa comercial com EUA O Brasil não está interessado em um confronto comercial com os Estados Unidos, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para ele, é importante que os EUA respeitem as determinações da OMC ? de autorizar uma retaliação brasileira a produtos norte-americanos -, senão o mundo pode virar uma ?bagunça?. ?Os Estados unidos são muito ricos. Podem fazer o que quiser na economia mundial, mas não é justo”, afirmou. |
| 11/03/2010 09:17 |
A discussão sobre a diplomacia brasileira
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Por Ricardo Bozza
Nassif, Será que a tal ?discussão madura sobre os limites da diplomacia brasileira? não poderia nascer exatamente dos exemplos esdrúxulos que o governo dá sobre política externa? Tem pessoas aqui no fórum que defendem as posições atuais dizendo que se fossem ao contrário dariam armas para a velha mídia falarem o oposto? (?) Sério?. o que é preciso acontecer para haver a ?discussão madura?? Em tudo que se diz ?de esquerda? o governo fala em ?abster-se? ou ?é de direito?? e o caso dos ditadores africanos e mulçumanos? São de direita ou esquerda? Kadafi é digno de apreço?! Então relações comerciais praticamente nulas são vantajosas nesses casos de ?abster-se? de comentar?! Velha mídia, ?nova mídia??. qual a diferença entre a defesa de pontos conflitantes a partir abstração temporal do ponto central?! ?A questão é que as críticas são invariavelmente picuinhas, pegação de pé, jogadas eleitorais.?, então se tal coisas fossem faladas em 2003, 2007 ou 2011 elas não seriam eleitoreiras?! Seriam sérias?! Qual a base para definir a maturidade dos assuntos?! Acompanhe pelo Twitter https://twitter.com/luisnassif ![]() |
| 11/03/2010 08:54 |
Para entender o tiroteio político atual
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Do ValorUm período sob pesada artilhariaMaria Inês Nassif O governador de São Paulo, José Serra, tem até o fim do mês para decidir o seu destino eleitoral, mas os possíveis aliados do PSDB na disputa pela Presidência têm mais tempo que isso. Serra obedece o calendário de desincompatibilização definido pela lei: se não sair do governo até seis meses antes da eleição de outubro, apenas poderá se candidatar à reeleição ao governo do Estado. Os partidos, no entanto, têm até 30 de junho para definir suas alianças – ou, se for o caso, seus próprios candidatos. O calendário é diferente. Para o tucano, a situação se define até o primeiro dia de abril. O PSDB e os partidos que a ele se aliariam, no entanto, têm mais três meses para decidir o seu destino. Até agora, Serra tomou como decisão sua, pessoal e intransferível, a definição do timing da sua candidatura. A partir de abril, ou se submete aos interesses dos partidos e mostra resultados, ou corre o risco de ver reduzida a sua base de apoio eleitoral. Quanto menos apoio formal tiver, menos tempo terá de horário eleitoral gratuito. Isso, é lógico, vale para todos os candidatos que estão hoje na arena da disputa presidencial. Mas a candidata do PT, Dilma Rousseff, tem uma vantagem sobre seu principal concorrente. Dilma está num momento de ascensão nas pesquisas. Nos próximos 30 dias, segundo previsões do seu partido e também de adversários, ela deverá ultrapassar o candidato tucano. Nos próximos três meses, quando serão definidas as alianças eleitorais, terá invertido com Serra a posição nas pesquisas: negociará aliados como favorita na disputa. Isso faz uma enorme diferença. Na prática, isso tem o poder de demover, por exemplo, qualquer eventual obstáculo à aliança com o PMDB. O partido de Michel Temer é dividido mas não rasga dinheiro: dificilmente deixará de se aliar a Dilma, com direito a uma vice-presidência, se sobre o palco de negociações tiver montado um cenário onde ela atue como protagonista. Da mesma forma, as próximas pesquisas – se não acontecer um fato relevantíssimo, que cole efetivamente na candidatura do PT e reverta a tendência de alta da candidata de Lula – serão um fator de atração para os pequenos partidos fisiológicos. De cara, as sondagens de intenção de voto terão o poder de garantir o horário eleitoral gratuito do maior partido parlamentar, o PMDB, para a candidata. E trarão para a candidatura, como troco, o horário eleitoral dos pequenos partidos. Tempo maior de horário gratuito não é apenas garantia de mais propaganda: é como se fosse também um seguro contra a ofensiva “de fora”, destinada a criar os fatos novos que teriam o poder de derrubar o favoritismo da candidata do PT. É a garantia de tempo para comunicação direta com o eleitor, sem a mediação dos meios de comunicação. Ou o PSDB reverte esse quadro, ou terá enormes dificuldades de manter horário eleitoral e palanques estaduais que serão fundamentais para seu candidato vencer as eleições. Para os partidos que os tucanos pretendem como aliados nas eleições de outubro, se Serra não emplacar, é mais vantajoso apoiar diretamente Dilma, ou então simplesmente fechar com um candidato que fuja da polarização PT-PSDB e preserve-os de desgastes futuros com o vencedor da disputa. Isso manteria a faixa de eleitorado do partido em questão preservado da contaminação de uma campanha que se prevê altamente agressiva; permitiria, assim, uma aliança no segundo turno com o favorito na disputa – ou a negociação de um apoio parlamentar já com o presidente eleito. Isto quer dizer que, dependendo das chances de um segundo colocado nas pesquisas no período que antecede a oficialização das alianças eleitorais, é preferível perder – inclusive com candidato próprio – do que se queimar com o candidato favorito. Num quadro de muita polarização, os partidos aliados a um candidato com chances reduzidas de vitória também perdem substância ideológica na disputa eleitoral. O caso do DEM é paradigmático. Nas eleições de 2006, aliado ao PSDB numa disputa de morte com o PT, o DEM viu o eleitorado que ideologicamente se alinharia ao partido migrar para o candidato que se apresentava como polar postulante de esquerda. O processo eleitoral conduziu o PSDB para a direita e expulsou o DEM desse eleitorado. A aliança do PSDB com o DEM nas eleições municipais de 2008, que elegeu como prefeito da capital o demista Gilberto Kassab, deu uma sobrevida ao partido, mas isso tende a não ser suficiente nessas eleições, principalmente diante da evidência de que o prefeito da capital vive um declínio de popularidade de difícil recuperação e não terá muito fôlego, até o final do mandato, para consolidar um eleitorado que seja propriamente de seu partido em São Paulo. O eleitorado conservador paulista é, ainda, profundamente tucano. Nesse cenário, o ex-PFL apenas não será engolido pelo PSDB se a votação de Serra for avassaladora – e daí ele leva consigo uma bancada parlamentar onde caberão tucanos e demistas – e, já como partido governista, consegue trabalhar para recompor o tamanho que tinha antes de 2002, quando o PSDB deixou de ser governo; ou se afasta do PSDB e tenta retomar o eleitorado ideológico de direita que foi absorvido pelos tucanos nas últimas eleições. Seria a forma de não perder completamente a importância no quadro político. Ficar sem o DEM não é uma boa alternativa para a candidatura Serra; ficar com um Serra em declínio não é bom para o DEM. O mês de março, e os quase três meses que separam a desincompatibilização de Serra da oficialização das alianças eleitorais, portanto, são o tempo que o PSDB tem para reverter a curva de ascensão de Dilma nas pesquisas e atrair aliados. Será um período de guerra. Não será apenas uma amostra do que será uma campanha que, dizem as previsões, virá mais pesada que a de 1989, um período de pesada artilharia. |
| 11/03/2010 08:38 |
Os brasileiros na lista do Forbes
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Por DésiréeE a lista da revista Forbes, com os nomes dos homens mais ricos do mundo, traz vários brasileiros. Ohhh!!! povo que chora de barriga cheia!!! Fortuna de bilionários brasileiros cresce 120% em um ano, diz Forbes; confira a lista A fortuna dos bilionários brasileiros cresceu 120% em um ano, levando em conta o ranking elaborado pela revista Forbes. Na soma da riqueza dos mais ricos do Brasil, a fortuna deles chegou a US$ 88,6 bilhões. Em 2009, era US$ 40,3 bilhões. A lista traz 17 bilionários brasileiros, quatro a mais do que no ano anterior. Elie Horn, da construtora Cyrela, Rubens Ometto, dono da usina de açúcar e álcool Cosan, e Jayme Garfinkel, da seguradora Porto Seguro, voltaram a aparecer no ranking. Eles tinham sumido da listagem do ano passado. A grande novidade dos brasileiros é o ingresso de João Alves de Queiroz Filho, o dono da Hypermarcas. Ao criar uma gigante na área de bens de consumo, adquirindo 30 empresas na última década, Junior, como é conhecido, aparece, pela primeira vez, na lista dos ricaços do País. O bilionário brasileiro tem uma fortuna em média de US$ 5,2 bilhões ? acima dos US$ 3,1 bilhões de 2009. Sua idade média é de 67,3 anos. E, ao contrário de países da Europa, sua riqueza foi construída predominantemente do esforço pessoal ? o que os americanos chamam de ?self made man?. Confira os bilionários brasileiros, por ordem, de riqueza: 1. Eike Batista, 53 anos, US$ 27 bilhões (8º lugar na lista global) 2. Jorge Paulo Lemann, 70 anos, US$ 11,5 bilhões (48º lugar na lista global) 3. Joseph Safra, 71 anos, US$ 10 bilhões (64º lugar na lista global) 4. Dorothea Steinbruch, US$ 5,5 bilhões (136º lugar na lista global) 5. Marcel Herrmann Telles, 60 anos, US$ 5,1 bilhões (152º lugar na lista global) 6. Carlos Alberto Sicupira, 62 anos, US$ 4,5 bilhões (176º lugar na lista global) 7. Aloysio de Andrade Faria, 88 anos, US$ 4,2 bilhões (200º lugar na lista global) 8. Abílio Diniz, 73 anos, US$ 3 bilhões (316º lugar na lista global) 9. Antonio Ermírio de Moraes, 81 anos, US$ 3 bilhões (316º lugar na lista global) 10. Moise Safra, 75 anos, US$ 2,3 bilhões (421º lugar na lista global) 11. Elie Horn, 64 anos, US$ 2,2 bilhões (437º lugar na lista global) 12. Antonio Luiz Seabra, 67 anos, US$ 2,2 bilhões (437º lugar na lista global) 13. Guilherme Leal, 59 anos, US$ 2,1 bilhões (463º lugar na lista global) 14. Rubens Ometto Silveira Mello, 60 anos, US$ 2,1 bilhões (463º lugar na lista global) 15. João Alves de Queiroz Filho, 57 anos, US$ 1,6 bilhão (616º lugar na lista global) 16. Jayme Garfinkel, 63 anos, US$ 1,2 bilhão (828º lugar na lista global) 17. Julio Bozano, 74 anos, US$ 1,1 bilhão (880º lugar na lista global) http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/wp-admin/edit-comments.php?p=51119 Acompanhe pelo Twitter https://twitter.com/luisnassif ![]() |
| 11/03/2010 08:16 |
Os esquemas da guerra política
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Ontem, antes da meia noite, uma twitteira – danib_1- ligada à rede “Blogs pela Democracia”, de extrema direita, já estava divulgando a matéria da Folha, mesmo antes da impressão do jornal (clique aqui). |
| 11/03/2010 08:00 |
A escandalização da Folha
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Na “denúncia” da Folha, sobre meu contrato com a EBC, uma demonstração do tipo de jornalismo menor a que Otavio Frias Filho levou o jornal. É um suicídio lento, sistemático, sem retorno. O programa Projeto Brasil seria renovado com a TV Cultura. Não o foi devido a críticas que fiz a José Serra – conforme consta de respostas que dei ao jornal, sobre as razões de minha ida para a EBC e que foram suprimidas da matéria. Se a intenção fosse ser chapa branca, não faria as críticas merecidas à Sabesp e ao Serra. Não há um elemento que caracterize irregularidade ou proteção no contrato. Os valores estão claros, dentro da lógica de qualquer programa de TV aberto ou fechado. Foram fixados com base no contrato inicial que mantive com a Fundação Padre Anchieta. E o programa tem importância estratégica para a TV Brasil, conforme se confere no comentário do diretor de programação Rogério Brandão, em email à Helena Chagas, diretora de jornalismo (clique aqui):
No próprio texto da matéria fica explícito o motivo da escandalização do factóide: o desmonte do falso escândalo que a Folha criou sobre a Eletronet. Fala em defesa de José Dirceu. Falso! Através de um expediente malicioso, foi a Folha quem fez o jogo do empresário que contratou Dirceu. Era interesse de Nelson implodir o Plano Brasileiro de Banda Larga porque, saindo, matava qualquer possibilidade de ressuscitar a falecida Eletronet e, com isso, de ele ganhar os tais R$ 200 milhões. Se contratou Dirceu para atuar no caso, seria justamente para implodir o PNBL. Maliciosamente a Folha pegou o contrato dele com Dirceu – passado a ela pelo próprio Nelson dos Santos - para afirmar que visava justamente aprovar o PNBL. A intenção era clara: como Dirceu é estigmatizado, o simples fato de se afirmar que seu lobby seria a favor do PNBL teria o efeito contrário: implodir o PNBL e beneficiar Nelson dos Santos. Esse tem foi exposto no post “Eletronet: o lobby foi da Folha“. Em “O jogo em torno da Eletronet” avancei hipóteses sobre outros possíveis interesses do grupo em relação ao tema. Em “A falta de rumo do caso Folha-Eletronet” mostrei a tergiversação do jornal, tentando salvar a manobra mudando de direção, mas com os mesmos objetivos. Para despertar o espírito corporativo interno, a matéria diz que minhas notas no caso Eletronet tentaram desqualificar jornalistas. Ora, é fato inédito o jornal se levantando em defesa de seus jornalistas. Nesta mesma semana, Otavinho conferiu a terceiro o direito de fuzilar dois jornalistas seus em plenas páginas do jornal, tratando-os como “delinquentes”. Todo jornalista da Folha sabe que, a qualquer momento, poderá ser o alvo da deslealdade de seu chefe, que age assim mesmo. Quando percebeu que nem os jornalistas suportavam mais o amordaçamento total a que foram submetidos e começavam a pipocar aqui e ali matérias fora desse padrão suicida de manipulação, convocou Demétrio Magnolli para executar exemplarmente dois deles em praça pública: através da página 3 do jornal, em um artigo que os tratava como “meliantes”. Quanto às minhas críticas ao Márcio Aith, jamais atacaria um colega por um erro de interpretação de matéria, ainda que grave. Há outras razões bem mais substantivas, sobre as quais Aith um dia poderá fornecer detalhes. Apenas adianto que ele foi testemunha de acusação contra mim em um caso – a série sobre a Veja – em que tinha sido minha fonte. Já a Folha, em algum momento do futuro terá que se haver e prestar contas de seus próprios escândalos – inclusive com entes públicos -, que não são meros factóides, com os quais tentou me atingir. Abaixo, o teor do email que recebi do repórter da Folha, seguido das minhas respostas. É um elemento bastante didático para as escolas de jornalismo, sobre como definir, primeiro, o alvo, e depois sair caçando qualquer coisa que possa ser utilizada contra ele. Depois das respostas, a matéria da Folha. Peço aos colegas que espalhem essa resposta, especialmente em blogs que estão reproduzindo a matéria da Folha. Perguntas e respostas à Folha-De quem partiu a iniciativa para a contratação da sua empresa Dinheiro Vivo Agência de Informações pela EBC (Empresa Brasil de Comunicação)? O projeto lhe foi requerido pela EBC ou o sr. procurou a EBC?; O projeto já existia na TV Cultura. Foi descontinuado na gestão Mendonça. Seria retomado no final de 2008. Já havia reunião marcada por Paulo Markun para discutirmos o novo contrato. Dias antes fui informado que não haveria mais a renovação. Entre a marcação do dia e a desistência da FPA, escrevi matérias sobre a piora nos balanços da Sabesp, criticando as campanhas publicitárias que ela bancava em nível nacional. Se a Cultura não tivesse desistido do projeto, na Cultura ele teria permanecido. Com a desistência, procurei a EBC e ofereci o programa. -Que critérios objetivos o sr. adotou para estipular a sua remuneração de R$ 660.000,00 como apresentador e responsável pelo programa? O valor que considerei justo. E que guarda correspondência com o primeiro contrato que firmei com a Fundação Padre Anchieta (FPA) como comentarista do Jornal da Cultura e apresentador do Projeto Brasil. No contrato com a FPA havia um envolvimento menor da minha equipe com o programa, cuja gravação ficava a cargo da TV Cultura. Com a EBC, além de comentarista do Repórter Brasil, há um envolvimento amplo com o programa Brasilianas.org que é entregue pronto. Há uma equipe contratada especialmente para o programa (Nota: já que a EBC, em processo de formação, não tinha ainda estrutura interna para as gravações) ? cujos custos são cobertos pela EBC. Mas há todo um trabalho da equipe da Dinheiro Vivo com conteúdo, supervisão das gravações de TV, agendamento de entrevistas, convite aos debatedores. Além da minha participação pessoal. Com a FPA o contrato previa participação nos patrocínios, garantido um mínimo mensal. A EBC não tem essa modalidade. Um dos elementos de fixação de proventos ou salários de jornalistas – adotado por todos os veículos, inclusive a Folha – é o grau de reconhecimento e projeção perante a opinião pública. Como o colega deve se recordar, no último Prêmio Comunique-se fui um dos três finalistas da Categoria Melhor Jornalista de Economia da Televisão, junto com a Mirian Leitão e o Joelmir Betting (que venceu). E não concorri ao de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita porque havia vencido a edição anterior e o Prêmio proíbe a reeleição. Em suma, os mesmos fatores que são levados em conta em qualquer contratação de jornalistas ou projeto por emissoras de TV. -Por que a sua contratação não se submeteu a uma licitação pública, preferindo ser fechada por ?inexegibilidade?? A EBC pode explicar melhor. Mas presumo que por dois motivos. Ponto 1: notória especialização. Os prêmios que acumulei ao longo de minha carreira e nos últimos anos atestam essa minha especialização. Ponto 2: sou o criador do Projeto Brasil de discussão de políticas públicas casando TV e Internet apresentado à EBC, que entendeu que se adequava perfeitamente ao espírito de uma TV que pretende abrir espaço para as grandes discussões públicas. É um projeto inovador e sem similar. Preenchem-se, assim, as duas condições para inexigibilidade de licitação. Chamo a atenção para uma questão similar. No dia 3 de abril de 2009, através do Diário Oficial do Estado fica-se sabendo que a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), ligado à Secretaria da Educação de São Paulo, adquiriu 5.499 assinaturas do jornal Folha de São Paulo, com inexigibilidade de licitação. Creio que o argumento jurídico é o mesmo que fundamenta minha contratação pela EBC com inexigibilidade de licitação. -O primeiro pagamento da EBC para a sua empresa data de 24 de julho de 2009. Contudo, até a presente data, cerca de 7 meses depois, nenhum programa foi ao ar (a estreia está prevista para segunda-feira). O que aconteceu? Um período inicial para a montagem da equipe e a formatação do programa (construção de cenários, discussão da linguagem televisiva). Depois, a definição da grade de programação da EBC, que pode ser melhor explicada por ela própria. Os programas estão sendo produzidos e já existem vários gravados. E trabalho no projeto desde a data de assinatura do contrato, conforme você pode conferir nos relatórios apresentados. -No cronograma da produção do programa, observei que estão previstas ou foram realizadas gravações de evento denominado ?Sarau do Luís Nassif?. Contudo, verificando o Projeto Básico, não encontrei nenhuma previsão relativa à gravação do ?Sarau?. Qual a exata ligação entre o ?Sarau? e o programa televisivo e por que isso não constou do Projeto Básico? É impossível definir, em um Projeto Básico, todas as ações a serem tomadas no decorrer de um ano. A montagem de um programa pressupõe vinhetas de abertura e fechamento. O Projeto Brasil, da TV Cultura, iniciava e terminava com cenas de arquivo com música brasileira. Pensou-se em repetir o modelo, mas comigo tocando bandolim. Depois de ver o resultado final, achei que poderia passar a ideia de cabotinismo e desisti. Apenas isso, já que todas as cenas foram gravadas, constam de nossos arquivos e não implicaram nenhum custo adicional para a EBC. -Segundo me informou a EBC, o primeiro programa, cuja estreia deverá ocorrer na segunda-feira que vem, tratará do tema da Defesa. O sr. ou suas empresas trabalham com empresas ligadas ao setor? Quais eventos do chamado ?Projeto Brasil? receberam patrocínio de empresa (s) ligada (s) ao setor? De acordo com meus levantamentos, a empresa francesa Dassault Aviation, que tem interesse direto na venda de equipamentos militares para o governo brasileiro, patrocinou um seminário promovido pelo sr. no dia 17 de dezembro de 2008, no Novotel Hotels, em São José dos Campos. Caso o sr. ou suas empresas prestem consultoria ou tenham outros tipos de vínculos negociais com essas empresas da área militar, o sr. informou à EBC possível conflito de interesses? Ou o sr. entende que tal eventual conflito é inexistente e, por isso, nada informou? É importante qualificar melhor esse ?meus levantamentos?. Todos os seminários do Projeto Brasil têm patrocínios que são públicos, saem em anúncios, grande parte dos quais foram publicados no caderno Dinheiro da própria Folha durante muitos e muitos anos ? anúncios que eram descontados do meu salário de colunista, conforme o Otavinho poderá lhe informar. Portanto, não há informações secretas que exijam grandes pesquisas. No seminário em questão, o patrocínio foi de R$ 15 mil, brutos, ou R$ 13 mil líquidos. Os custos diretos com o evento foram de R$ 9.448,65 ? salão, recepção, projetores, gravação etc. Se se computar custos de translado para São José dos Campos, de uma equipe de quatro pessoas, mais o tempo que elas e eu dedicamos ao evento, sairíamos no prejuízo. Mas mantivemos o Seminário por considerá-lo relevante para a discussão de políticas públicas. Mas mesmo que os patrocínios tivessem permitido um bom lucro, não há razão para não considerá-los legítimos, da mesma maneira que são legítimos os anúncios publicados em cadernos temáticos especiais pela Folha. Outro ponto importante é que os patrocinadores jamais participaram da elaboração dos temas do Seminário e dos palestrantes convidados. Conforme você poderá conferir nos anais do Seminário (http://blogln.ning.com/page/industria-da-defesa) um dos principais palestrantes foi o saudoso João Verdi, da Avibras, que buscava parceria com os russos da Sukhoi e, portanto, era concorrente direto da Dassault na licitação FX. Em outros seminários de Defesa recebemos patrocínio da Dassault, Embraer, da sueca Grippen, como consta dos anúncios publicados. Vamos, agora, às práticas comerciais de outros jornais, tomando o exemplo o jornal Valor Econômico – que tem como um dos sócios e responsável por sua gestão a Empresa Folha da Manhã. No dia 7 de abril de 2009, o Valor Econômico realizou seminário sobre Defesa em Brasília, tendo como um dos patrocinadores a Thales, ligada ao grupo Dassault. A comprovação pode ser encontrada no link http://www.valoronline.com.br/seminarios/HTML/Seminarios/EstrategiaDeDefesa/realizacao.html. No dia 1o de março de 2010, outro Seminário sobre o Complexo Industrial da Saúde, onde consta apoio do Ministério da Saúde (http://www.valoronline.com.br/seminarios/Seminario/index.aspx?codSeminario=143). Além do apoio, o Ministério participou também da elaboração dos temas e da escolha dos convidados. Pela programação do seminário, identificam-se os seguintes expositores da área federal: o Ministro da Saúde, o chefe do Departamento de Produtos Intermediários Químicos e Farmacêuticos da Área Industrial do BNDES, o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz (estatal), o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, o Secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia, o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o presidente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), e diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No site do Valor pode-se conferir também o seminário “Investimentos estratégicos para o desenvolvimento do Nordeste”, com apoio do Ministério da Integração Nacional (http://www.valoronline.com.br/seminarios/Seminario/index.aspx?codSeminario=136), tendo como palestrantes dirigentes da Sudene, do Banco do Nordeste do Brasil e Chefs – empresas públicas. Ou então – voltando para os patrocínios privados – o seminário “Relicitação ou Prorrogação das Concessões do Setor Elétrico”, tendo como patrocinador uma empresa interessada no setor, a CPFL. Pergunto: esses seminários, importantes para enriquecer o debate nacional, podem ser considerados uma forma de consultoria ou de lobby do jornal Valor? Acredito que não. -De acordo com os levantamentos feitos no Siafi, o sr. recebeu R$ 14.480,00 (já descontados os impostos) para proferir, no ano passado, uma palestra para a FINEP, empresa pública vinculada ao Ministério da Ciencia e Tecnologia. Em quais critérios objetivos o sr. se baseou para cobrar o valor? A palestra foi proferida em Palmas, Tocantins, em um evento para o setor privado denominado de ?Inovação em Tempo de Crise?. Minha palestra teve como tema ?O Novo Padrão de Desenvolvimento pós-crise?. O critério adotado foi de um desconto no valor que cobro para palestras fora de São Paulo. Devido aos nossos prazos jornalísticos de fechamento, solicito, se possível, uma resposta até o início da tarde de amanhã, quinta-feira. Bom, o objetivo da Folha foi o de devassar os negócios da Dinheiro Vivo, valer-se de um tom inquisitorial para questionar negócios comerciais legítimos e com benefícios comprovados para a sociedade – basta conferir a relação de vídeos e trabalhos sobre mais de 50 temas relevantes, que disponibilizamos para a opinião pública. Não me furtei a apresentar os esclarecimentos solicitados. Julgando-se a Folha no direito de questionar-me sobre os negócios da DV, me dá o direito de questioná-la sobre seus negócios. Oportunamente enviarei email com perguntas importantes para entender o relacionamento da Folha com entes públicos. Peço apenas que me confirme se as respostas foram satisfatórias, se todas as dúvidas foram apresentadas e esclarecidas e se, mesmo assim, ainda valerá uma reportagem. Caso se mantenha a reportagem, solicito informar o dia para que minhas perguntas e respostas possam sair simultaneamente, sem furar seu trabalho. Segundo email enviado-Na sua resposta à minha dúvida sobre a sua remuneração, o sr. citou custos com a produção do programa. Contudo, o valor total do contrato é de R$ 1,2 milhão. Portanto, metade dos recursos vai para a produção e metade para a sua remuneração pessoal. Aqui vão os dados do último relatório que está sendo fechado agora. O contrato inicial previa R$ 60.000 mensais brutos para a DV e R$ 30 mil líquidos para a produção. Bruto, sai R$ 100.000,00 mensais. Com as demandas adicionais da EBC (não previstas no plano inicial de trabalho), estão sendo gastos R$ 51.608.00 líquidos na produção (nota: específica de TV: aluguel de equipamentos, contratação de equipe, compra de material, locomoção etc), conforme prestação de contas. Sobram R$ 49.000,00 brutos para a Dinheiro Vivo (e sua equipe) e para meus comentários. Ou cerca de R$ 39 mil líquidos. -A minha pergunta sobre os patrocínios ao Projeto Brasil não diziam respeito à legalidade ou ilegalidade de tais patrocínios, mas simplesmente se o sr. comunicou à EBC, uma empresa pública, suposto conflito de interesse, ou se, de outra parte, entendeu que não havia conflito algum. Esse assunto me leva a outras perguntas: Não há conflito de interesse. -Quais são, exatamente, os atuais clientes da empresa Dinheiro Vivo? A pergunta tem pertinência porque o sr. agora apresenta um programa em emissora pública, percebendo para isso recursos públicos, do Orçamento da União. Assim, nada mais natural, sob o ponto de vista do interesse público, conhecer melhor seus vínculos negociais. Nada mais natural, sob o ponto de vista do interesse público, que se saibam todos os detalhes do contrato firmado com o ente público. Dinheiro público é aquele do contrato. Você tem o direito de fazer todas as perguntas pertinentes ao contrato. E eu de responder. Não consta que uma empresa fornecedora de produtos ou serviços para o setor público seja obrigada a abrir sua estratégia comercial. Se a Folha se propuser a abrir seus dados comerciais, não veria problemas em abrir os da Dinheiro Vivo, -O sr. ou a empresa Dinheiro Vivo fazem consultoria para empresas do setor de Defesa? Em caso positivo, quais são? Não. Sobre a resposta na íntegra, não é decisão que cabe a um repórter. Consultarei a editora a respeito. O sr. há de saber que o jornal é um produto finito, no qual não cabem todas as respostas de todos os entrevistados por toda a equipe de jornalistas ao longo do dia. Permita-me apenas observar que a publicação de uma resposta na íntegra nada tem a ver com “bons princípios jornalísticos”. Não expor todos os argumentos da parte pode ferir. Da FolhaEBC paga R$ 1,2 mi a jornalista pró-governo Luís Nassif diz que “notória especialização” justifica contratação sem licitação pela estatal que mantém TV Brasil RUBENS VALENTE ENVIADO ESPECIAL A BRASÍLIA O jornalista e empresário Luís Nassif mantém um contrato anual, fechado sem licitação, de R$ 1,28 milhão com a estatal EBC (Empresa Brasil de Comunicação), vinculada ao Palácio do Planalto e responsável pela TV Brasil. A empresa de Nassif, Dinheiro Vivo Agência de Informações, produz um debate semanal, de uma hora, e cinco filmetes semanais de três minutos. Do R$ 1,28 milhão do contrato, o jornalista fica com R$ 660 mil anuais a título de remuneração, o que equivale a salário de R$ 55 mil. Os pagamentos começaram em agosto. O programa estreou segunda-feira. À Folha, por e-mail, Nassif afirmou que os insumos de produção cresceram de forma “não prevista no contrato original”, por conta de “demandas adicionais da EBC”, e que a parte destinada à Dinheiro Vivo corresponde a R$ 49 mil brutos mensais (ou R$ 39 mil líquidos), e não R$ 55 mil. Os outros R$ 558 mil do contrato são destinados ao pagamento de uma equipe de nove pessoas e à compra de equipamentos. A gravação do debate é feita no estúdio da EBC, que também custeia deslocamento e hospedagem de convidados. Em seu blog, Nassif tem se posicionado a favor do governo em várias polêmicas, discussões e escândalos. A página também se caracteriza por críticas a jornais e jornalistas. Após a Folha ter revelado, no mês passado, que a Eletronet, empresa interessada em atos do governo, pagou R$ 620 mil ao ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, Nassif tentou desqualificar os jornalistas e fez a defesa de Dirceu. A Dinheiro Vivo foi contratada por inexigibilidade de licitação, prevista na lei que regula as licitações. Indagado sobre isso, Nassif respondeu que a FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), vinculada à Secretaria de Estado de Educação de São Paulo, adquiriu em 2009, também por inexigibilidade de licitação, 5.499 assinaturas da Folha. Segundo a assessoria da Secretaria de Educação, idêntico procedimento foi adotado para a aquisição de assinaturas do jornal “O Estado de S. Paulo” e das revistas “Veja”, “Época” e “IstoÉ”. O objetivo das compras, segundo a secretaria, é abastecer as bibliotecas de de escolas públicas no Estado. Para dispensar a licitação e contratar Nassif, a EBC argumentou que há uma singularidade no programa. Trata-se de um debate de uma hora semanal com três convidados, mediado por Nassif, que também recebe perguntas da plateia e de internautas. Nassif disse à Folha que seu projeto já existia na TV Cultura, mas foi “descontinuado” logo depois de ele ter escrito artigos sobre “a piora dos balanços da Sabesp”. Sobre a dispensa da licitação, o jornalista afirmou: “Presumo que por dois motivos. Ponto um: notória especialização. Os prêmios que acumulei ao longo de minha carreira e nos últimos anos atestam essa minha especialização. Ponto dois: sou o criador do Projeto Brasil de discussão de políticas públicas casando TV e internet apresentado à EBC”. Outros contratos A EBC informou que mantém outros quatro contratos fechados por inexigibilidade de licitação. São relativos aos programas “Samba na Gamboa” (R$ 1,2 milhão anuais), da produtora Giros, “Papo de Mãe” (R$ 1,99 milhão), da produtora Rentalcam, apresentado pelas jornalistas Mariana Kotscho e Roberta Manrezi, “TV Piá” (R$ 1,34 milhão), dirigido pela jornalista Diléa Frate, e “Expedições” (R$ 1,66 milhão), da jornalista Paula Saldanha. O diretor jurídico da EBC, Luís Henrique Martins dos Anjos, diz que a contratação de programas artísticos ou jornalísticos, cujos direitos autorais pertencem a outras pessoas, sem licitação e por notória especialização está amparada em um entendimento firmado pelo plenário do TCU, no acórdão nº 201/2001, relatado pelo ministro Benjamin Zymler. Sérgio Sbragia, sócio de Diléa Frate na produtora Serpente Filmes, afirmou que a escolha de sua empresa “foi um processo muito criterioso”, que durou cerca de um ano. A produtora Giros defendeu a dispensa da licitação. “O projeto “Samba na Gamboa” é apresentado pelo artista Diogo Nogueira. Em função do saber notório atribuído ao artista no mundo do samba (…), este contrato foi assinado de forma excepcional, dispensando licitação”, afirmou Maria Carneiro Cunha, da Giros. A jornalista Paula Saldanha disse que o programa “Expedições” “está há 15 anos no ar, conquistando os melhores índices de audiência em todas as emissoras em que foi exibido (Manchete, TVE e TV Cultura)”. Procurada pela Folha na última terça-feira, a Rentalcam não ligou de volta até o fechamento desta edição. |



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